O superpoder das emoções

Como te sentes hoje?

Respondemos com um encolher de ombros e dizemos com um desinteressado: “está tudo bem”.

É bem verdade que nem o outro tem interesse em saber a resposta, nem nós temos muito interesse em divulgar o nosso estado de espírito. Tudo isto, porque a sociedade não tem tempo nem interesse para falar de emoções.  Conhecemos muito pouco o que sentimos e estamos pouco importados em como os outros se sentem. Muito, por causa da nossa formatação para atentar apenas ao físico e racional. O emocional é uma gaveta que abrimos pouco e muitas vezes está desarrumada e emperrada.

Quem trata de ler e gerir as emoções é a inteligência emocional.

O que é isto da inteligência emocional?

Ora, é a forma como pensamos e como gerimos emoções no nosso dia a dia. É um kit emocional e social, uma espécie de caixa de ferramentas, que todos devíamos conhecer. Pois, só desta forma conseguimos trabalhar o que sentimos. O que sentimos tem importância em cada momento da nossa vida. É um superpoder que ganhamos, assim que conseguimos trabalhar as emoções!

O século XX enraizou o coeficiente intelectual como o motor que nos permite chegar até à nossa profissão e assim conseguir obter um percurso no mundo do trabalho. Porém, hoje sabe-se que chegar a uma profissão não é o maior desafio. O grande desafio é conseguirmos manter um percurso profissional. Para isso precisamos de alimentar a nossa inteligência emocional. Temos de ser capazes de trabalhar com as pessoas que estão à nossa volta e tomar decisões com qualidade. Só conhecendo as emoções conseguimos fazê-lo da melhor forma.

Com o uso da inteligência emocional conseguimos:

melhorar a performance no trabalho;

aumentar a satisfação laboral;

melhorar a organização do dia a dia;

aumentar o bem-estar psicológico e físico;

melhorar as relações.

A inteligência emocional não é um fator estático e vai evoluindo com a idade. Esta sua capacidade plástica permite que possa ser apreendida e praticada ao longo do tempo. Ao contrário do QI que atinge o seu ponto alto de evolução aos 17 anos.

De acordo com Aristóteles, qualquer um pode sentir raiva, agora sentir raiva com a pessoa certa, no tempo certo, com o propósito certo e da maneira certa já não é assim tão fácil!

A inteligência emocional advém não só da nossa genética como das nossas experiências vividas. É esta conjugação que nos permite tirar o melhor partida desta ferramenta. Todavia, convém ressalvar que este conceito não nos vem dizer que devemos ser máquinas e ignorar as nossas emoções. Pelo contrário, a inteligência emocional ajuda-nos a reconhecer as emoções em determinas circunstâncias. Se eu souber o que estou a sentir e o porquê de o estar a sentir, conseguirei gerir melhor o meu quotidiano.

 As emoções não devem ser ignoradas. Elas são como as estações do ano estão sempre lá, nós temos de nos adaptar a cada nova emoção e encaixá-la da melhor forma no momento que estamos a viver. Logo, não devemos reprimir emoções, mas sim compreendê-las e saber qual o impacto que as mesmas têm na nossa capacidade de decisão.

Nota sobre a autora

O meu nome é Inês Pina.

Sou uma marrona que não gosta de estudar, uma preguiçosa trabalhadora e uma fala-barato solitária.

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