Rocketman

Há uma frase daquelas que, de vez em quando, nos aparece na timeline das nossas redes sociais que diz algo como “todas as pessoas que você conhece estão a enfrentar uma batalha da qual você não sabe nada a respeito. Seja gentil, sempre!”. Não pretendo fazer com esta introdução o início de um texto barato de auto-ajuda, mas naquela frase de tom brasileiro-vulgar está a chave do filme” Rocketman”, um biopic sobre uma estrela da música pop-rock mundialmente conhecida, Elton Jonh.

Todos temos os nossos demónios e Elton Jonh, ou melhor, Regie Dwight, não é diferente de nós, comuns mortais. Aliás, até lhes – aos demónios – veste a pele e é assim que o filme começa: um Elton Jonh vestido de diabrete laranja a chegar a uma reunião de pessoas sentadas em cadeiras, numa sala despida e crua, naquilo que aparenta ser uma reunião dos Alcoólicos Anónimos. Aparenta e é, pois Elton senta-se na única cadeira vazia, confirma a nossa suspeição (quem já viu muitas séries e filmes, sabe que, em princípio, aquela disposição de sala significa reabilitação) e apresenta-se: alcoólico, cocainómano, viciado em sexo e em compras! Tudo o que lhe pudesse ajudar a escapar da realidade – ou a viver numa verdade mentirosa – Elton consumiu ao extremo, ao ponto de se tornar viciado, ao ponto de querer acabar com a vida real. Mas os subterfúgios que utilizou para conseguir alcançar o Olimpo artístico apenas serviram para mascarar a dor com que vivia: um pai ausente e pouco carinhoso; uma mãe egoísta e insensível; um primeiro amor manipulador e abusador, que lhe valeu um coração partido. O filme retrata Elton como um de nós. Como uma pessoa normal, com os seus problemas, com as suas desilusões. Mas também com as suas alegrias, como quando lhe dão a primeira oportunidade de mostrar a sua arte. Ou como quando pisa um palco internacional pela primeira vez. Ou como quando se torna, sozinho, responsável por 5% das vendas de discos, a nível mundial! Um homem com tudo, e, contudo, achava ele, sem nada. 

Filmes musicais ou filmes com música lá dentro têm proliferado lá para os lados de Hollywood. Afinal, é o juntar de duas Artes Maiores: a Música e o Cinema. Rocketman é “só” mais um, mas é um “mais um” a mostrar-nos que o talento é uma semente, que é regada com trabalho. Taron Egerton, um actor ainda pouco (re)conhecido, interpreta magistralmente um ícone, que felizmente, ainda está vivo e que, também por causa disso, a responsabilidade de o encarnar é ainda maior! Por vezes, quase que nos esquecemos de que se trata de um actor e não o próprio Elton a fazer dele próprio, principalmente quando é recriado o videoclip de “I’m still standing”. E quando isto acontece, é porque estamos perante uma grande prestação! O filme vale e vale-se muito de Taron Egerton, e o reconhecimento chega-lhe, mais do que pela crítica, pelo seu alvo de personificação. E isso é maior prestígio que qualquer prémio lhe poderia dar.

Todos temos os nossos demónios e todos lutamos contra eles, sejamos apenas um mero trabalhador assalariado ou uma estrela

Nota sobre a autora

Olá, o meu nome é Tatiana Mota e passei ao lado de uma grande carreira na TV e na rádio. Como podem, aliás, ver neste vídeo de 35 segundos que realizei para um passatempo, e onde se denota grande talento de atriz (cof… cof…).

Para além disso, e para não passar ao lado de uma grande carreira na escrita, tenho vindo a desenvolver esse skill não só em publicações de informação cultural, como a LeCool Lisboa, mas também na nouvelle plataforma Reveal Portugal , sem contar também que sou foodie na Zomato.

Se tenho Instagram e Facebook? Claro que sim: no Insta – como dizem os jovens – e na xafarica do Sr. Zuckerberg, estou como sou, sem maquilhagem, em Alta Definição.

Atualmente, não tenho blog – mas já tive – e influencer, só se for a influenciar os filhos das minhas amigas a serem do Benfica. Penso estar a fazer um bom trabalho nesse sentido ?

 

da música de escala mundial. Mas, mesmo quando nos sentimos um “Tiny Dancer”,  o que é preciso é “don’t let the sun go down on me” e gritar “I’m still standing” a plenos pulmões! Com a certeza de que a nossa canção, seja ela qual for, será só para nós, é “your song”.

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