O poder da perspectiva

Em comunicação existe uma frase muito famosa que diz: “Se conseguir mudar a sua perspectiva, pode mudar o mundo”. E é verdade porque existem palavras que podem mudar a nossa perspectiva de vida.

Perspectiva é uma ferramenta com a qual nós vemos a vida, acontecimentos, problemas e as pessoas de vários pontos de vista. Ouvir diferentes opiniões, dá-nos diferentes perspectivas e diferente perspectiva dá-nos conhecimento e coloca-nos longe da ignorância, quanto mais longe estivermos da ignorância, mais perto estamos de evoluir.

Perspectiva ajuda a criar entendimento que por sua vez ajuda a criar união entre as pessoas.

Diferentes perspectivas ganham-se com experiência de vida, porque a diversidade e o conhecimento abrem horizontes, porque está provado que o nosso cérebro, automaticamente vê e julga as pessoas e as situações pela própria cabeça.

Por exemplo: Se nós não temos maldade, nós nunca vamos ver maldade nos outros. Se não conseguimos enganar ninguém, vamos achar que nunca ninguém nos vai enganar.

A maneira como tomamos decisões e a nossa capacidade de resposta, vai fazer toda a diferença no rumo que a vida pode levar.

Toda a gente já fez a pergunta, E SE…? Nesta altura já estamos a questionar a nossa visão do que está à nossa frente.

Todas as palavras têm diferentes perspectivas, mas por alguma razão, muitas ganharam um ponto de vista único, não para todos, mas para a grande maioria das pessoas.

São palavras que podem prejudicar os nossos objetivos.

 

PERFECCIONISMO

A perfeição não existe. Não existem pessoas perfeitas, não existem coisas perfeitos, não existem trabalhos perfeitos, por isso as coisas e as pessoas nunca são o que são, mas sim o que nós pensamos que elas são.

O PERFECCIONISMO é um distúrbio que deixa sentimentos de constante insatisfação e dúvidas. Caso o Perfeccionismo seja levado para todas as áreas da nossa vida e se torne um hábito, passa a ser um traço de personalidade obssessivo-compulsivo.

O perfeccionismo na maioria dos casos impede-nos de tentar ou faz-nos desistir a meio, porque na nossa cabeça, se não estiver perfeito não pode acontecer.

Então vamos ver isto ao contrário… Imagine-se, com todos os recursos ao seu dispor para colocar em prática aquele projeto que está a adiar há muito tempo, porque acha que não vai ficar perfeito. Pode ser uma mudança de emprego, conhecer alguém, abrir um negócio próprio ou qualquer outra coisa. Agora imagine-se com esse projeto concretizado e perfeito como idealizou na sua cabeça… O que acha que vai acontecer a seguir assim que estiver em funcionamento??

Porque nada funciona sozinho e estamos sempre dependentes de outros, imediatamente vai ter de fazer ajustes a aquilo que achava estar perfeito. Por isso o antídoto para combater a perfeição é não deixar de tentar. Correu mal? Não tem problema! Tentamos outra vez! O que não deve nunca acontecer connosco é arrependermo-nos mais tarde de não ter tentado, porque nessa altura ficamos ainda mais frustados/as.

E pode ter a certeza que a vida vai cobrar essa decisão.

Tenho 3 perguntas que nos ajudam a ultrapassar a (falsa) sensação de fracasso:

1) O que correu bem? 2) O que correu menos bem? 3) O que posso fazer da próxima vez para melhorar?

Se fizer este exercício, não se vai arrepender de tentar.

 

PROCRASTINAR

Nas minhas formações, encontro muitas pessoas que não sabem o significado da palavra procrastinar, mas todos os dias procrastinam. Por isso vamos mudar a sua perspectiva sobre esta palavra tão difícil de pronunciar, quanto mais de entender.

Procrastinar é o adiamento de uma acção. É deixarmos para amanhã aquilo que devíamos fazer hoje.

O que a maioria das pessoas também não têm consciência é que nós só adiamos uma acção se não gostarmos dela.

Como diz a música do António variações:

“É p’ra amanhã

Bem podias fazer hoje

Porque amanhã sei que voltas a adiar

E tu bem sabes como o tempo foge

Mas nada fazes para o agarrar

Foi mais um dia e tu nada fizeste

Um dia a mais tu pensas que não faz mal…”

 

Procrastinar pode impedir-nos de chegar aos nossos objetivos, por razões óbvias.

É exatamente no dia que temos uma tarefa importante para fazer – mas que detestamos – que nos lembramos o quão “urgente” é arrumar a gaveta das meias. Achamos que no dia seguinte tudo vai ser diferente, mas imagine-se… a tarefa continua chata e entretanto passou mas um dia. E quando temos um prazo de entrega? … pior!

Existe um truque para conseguir fazer a tarefa mais aborrecida, de uma maneira mais agradável.

Pense onde se sente super confortável ou com quem se sente confortável, mas assim a um nível de relax total. Agora leva a tarefa chata para esse local e vai ver que se sente mais motivada/o. Não é uma cura, mas é um bom tratamento.

Aquela conversa difícil…faça-a no seu lugar preferido, o relatório para fazer… faça-o a deliciar-se com o seu snack preferido.

E porque quem por aqui vive no mundo do Elefante de Papel nunca está sozinho/a, se precisar de uma solução concreta para uma tarefa que acha impossível de fazer e está adiar faz tempo, pergunte que nós ajudamos.

 

SORTE

Talvez uma das palavras mais banalizadas que levanta sempre muita discussão quando é atirada para a mesa, mas as opiniões só se dividem em duas partes: Os que acreditam e os que não acreditam que a sorte existe. Mas a verdade é que de facto, a sorte não existe.

Para vos dar uma nova perspectiva, vamos primeiro à definição:

“A SORTE É O QUE ACONTECE, QUANDO A PREPARAÇÃO ENCONTRA A OPORTUNIDADE”,

porque as coisas são o que nós fazemos delas, sendo que a preparação é o estudo, a nossa formação, e a capacidade de tentar é a oportunidade, são as oportunidades que a vida nos apresenta e coloca no nosso caminho. Mas antes ainda da preparação vem a capacidade de sonhar, porque sem o sonho, não existe a visualização e sem a visualização não nos começamos a preparar.

Se estiverem atentos a entrevistas do Cristiano Ronaldo e quando lhe perguntam o que ele acha da sorte que tem, por norma ele fica ofendido e imediatamente corrige o entrevistador, dizendo que não tem sorte e que tudo o que lhe acontece é fruto da sua preparação e esforço.

Com a experiência e depois de muito falar sobre a sorte nas minhas formações, eu reparei que mais do que a capacidade de sonhar ou a preparação, o medo de correr riscos é o maior impedimento para ter sorte. E tomei a liberdade de mudar a definição para:

 “A SORTE É QUANDO A CAPACIDADE DE CORRER RISCOS ENCONTRA A OPORTUNIDADE”,

Também sei qual é a pergunta que vem a seguir… e quem ganha o euromilhões?… onde fica?

A preparação é o facto de jogar sempre, o resto é o destino, mas garanto-lhe  que se não estiver preparado/a para gerir o dinheiro, por mais “sorte” que tenha, este acaba mais depressa que pensa.

 

SENSO COMUM Vs. BOM SENSO

Estão no grupo das palavras mais perigosas, porque são facilmente confundidas. De repente parecem ir dar à mesma coisa, mas são o oposto.

SENSO COMUM, quem nunca sofreu deste mal da sociedade em geral, que teima em colocar-nos a todos com os mesmos hábitos, com as mesmas crenças, a gostar dos mesmos políticos. O senso comum faz-nos usar a mesma tendência, usar a mesma maquilhagem, sem personalidade ou opinião própria.

Teorias da conspiração à parte, o senso comum é o modo de pensar da maioria das pessoas, chamadas as massas.

O senso comum caracteriza-se por conhecimentos empíricos acumulados ao longo da vida e passados de geração em geração. É um saber que não se baseia em métodos ou conclusões científicas, e sim no modo comum e espontâneo de assimilar informações e conhecimentos úteis no quotidiano.

Na sociedade do senso comum em que vivemos não é fácil ter uma orientação sexual diferente, usar tatuagens, ser mulher e ser protagonista de qualquer área, entre tantos outros exemplos que poderia dar.

Ao contrário, o BOM SENSO, define a capacidade que uma pessoa têm, de agarrar as regras da sociedade e costumes e adaptá-los ao seu estilo pessoal e personalidade, para conseguir ser o mais fiel a si própria/o e ajudar a construir uma sociedade feita de diversidade, mas com igualdade.

Ter bom senso é ter a capacidade de fazer os próprios julgamentos, podendo assim ser definido como a forma de “filosofar” espontânea do homem comum, também chamada de “filosofia de vida”, que supõe a capacidade de organização, auto-controle e independência de quem analisa a experiência da vida quotidiana.

O bom senso está diretamente ligado à nossa capacidade intuitiva de fazer a coisa certa.

Ter bom senso é ter um respeito máximo por todos e ao contrário do que os mais conservadores pensam, não é rebelar-se contra as regras e os costumes, mas sim respeitar as diferentes regras e costumes.

From Daisy with Love

 

Nota sobre a autora

Sandra Almeida

47 anos

Maquilhadora & Formadora de Comunicação

A escrita começou por ser um exercício pessoal para conseguir sintetizar ideias e não dispersar nas minhas aulas e acabou por se tornar uma paixão. 

A comunicação mudou a minha perspectiva da vida e o meu crescimento pessoal e agora quero mudar a vida dos outros.

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1 comentário em “O poder da perspectiva

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