Game of Thrones 8×06 – Le “grand” final (Com spoilers!)

Meus caros, eis o episódio final de Game of Thrones! Muitas teorias foram espalhadas por essa internet fora, muitas apostas em quem acabaria no trono de ferro e poucos, atrevo-me a dizer, acertaram. Infelizmente, no derradeiro episódio as linhas que guiaram esta temporada foram mantidas e tudo se passou incrivelmente rápido. Rápido demais!

Começamos com uma sequência inicial muito boa, com Tyrion a percorrer os escombros e a perceber a dimensão dos estragos pelas ruas da cidade. Os minutos iniciais do episódio são silenciosos, refletindo o ar pesado e vazio com que a cidade ficou após a destruição. A nova Rainha Daenerys Targaryen tem um discurso motivador para os seus Dothraki e Unsullied (De onde é que aparecem tantos Dothraki? Não tinham morrido quase todos na batalha de Winterfell?). Tyrion não a deixa acabar o discurso, interrompe e desiste da sua posição de Mão da Rainha e é preso por traição, por ter libertado o irmão. Antes disso, já ele tinha percorrido os escombros da Fortaleza Vermelha e encontrado os corpos dos irmãos mortos (engraçado que os corpos aparecem a uma altura considerável e com imensas pedras por baixo, terão eles andado a subir montanhas de escombros antes de levarem com os calhaus em cima?).

Já na prisão, Tyrion tem uma conversa com Jon Snow e convence-o a matar Daenerys, argumentando que que ela não iria parar com os massacres e não deixaria o legítimo herdeiro ao trono vivo, provavelmente por muito tempo… Jon é um bom ouvinte e, numa cena bem construída, diga-se, assassina Daenerys depois de lhe dizer que ela será sempre a sua rainha, romantismo acima de tudo. Drogon pressente a morte, entra desesperadamente no que resta da sala e derrete o Trono de Ferro. Acabou por correr bem, porque ao derreter o trono já fez a rampa para o novo rei que aí vinha, mas adiante…

Semanas, meses ou anos depois, nunca saberemos, um concelho com todos os lordes dos sete reinos é convocado para decidir o futuro do Tyrion traidor, do novo regicida, Jon Snow, e do trono. De realçar que Tyrion passa, num instante, de julgado a decidir quem irá ficar com o trono! Depois de uma intensa discussão, ou não, fica decidido que Jon será mandado de volta à Patrulha da Noite para pagar pelos seus crimes (Quais crimes mesmo?) e que Bran Stark deverá ser o novo Rei de Westeros. Como não pode ter filhos, facto lembrado por Sansa, quando morrer um novo Rei deverá ser escolhido através de um novo concelho de lordes, mudando, assim, a forma de sucessão do trono. No entanto Bran será “apenas” rei de seis reinos pois Sansa aproveita o momento para pedir a independência do Norte e tornar-se rainha.

Tyrion é eleito Mão do Rei, desta vez de um rei diferente, e tem uma das melhores cenas do episódio, num hilariante concelho real com o novo rei Bran Stark que envolve Bronn, Sam Tarly, Sor Brienne e Sor Davos .

Nas cenas finais podemos ver a coroação de Sansa como a rainha do novo reino do Norte, Arya que decide partir em novas aventuras e viajar para além dos mapas e de Jon que caminha para além da muralha.

O final de Game of Thrones jamais iria agradar a todos, quaisquer que fossem os destinos dos personagens, todos sabemos disso! Mas este final que nos foi apresentado tem que se lhe diga… Talvez o maior erro tenha sido fazer uma última temporada com apenas seis episódios. Com a impossibilidade de mudar o que está feito, nem com quinhentas petições lá vão, Game of Thrones chega, assim, ao fim com um episódio que tem pouco de memorável, com um final agridoce: coloca alguém no poder que não fez absolutamente nada para lá chegar.

Frase do episódio:

“Why do you think I came all this way?” – Bran

Nota sobre o autor

Luís Dias.

Séries e cinema, cinema e séries. Já falei em cinema?
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