Game of Thrones 8×05 – Fogo, destruição e pressa, muita pressa! (Com spoilers!)

Chegado o penúltimo episódio da série (como assim só falta um episódio para Game of Thrones terminar?) são várias as opiniões em relação a esta última temporada. O episódio da semana passada, “The Last of the Starks” não foi um episódio brilhante, se bem que retomou algumas jogadas políticas que se vinham perdendo nesta última temporada, mas, é certo, dececionou por algumas das suas decisões narrativas, já para não falar do argumento fraco evidenciado em grande parte do episódio.

Neste penúltimo episódio, intitulado “The Bells”, contamos com um episódio épico do ponto de vista visual, com grandes explosões e cenas de guerra, neste caso massacre, que fizeram a festa. Escrito pela dupla D.B. Weiss e David Benioff, contamos, novamente, com a realização do Miguel Sapochnik, o mesmo das batalhas “The Long Night” e “Battle of the Bastards”, ficando a ele entregue grande parte dos méritos do episódio, com brilhantes sequências de filmagem tensas acompanhadas, impecavelmente, pela banda sonora de Ramin Djawadi.

Este episódio peca pelo mesmo que toda a temporada… Pressa, muita pressa em acabar com alguns arcos dramáticos que podiam ter sido desenvolvidos de outra forma. Não era pedir muito, era pedir apenas aquilo a que estávamos habituados a ver em Game of Thornes e que, infelizmente, muito pouco se tem visto nesta etapa final. O próprio George R.R. Martin veio, na semana passada, revelar o seu descontentamento por tudo estar a ter um fim tão precipitado.

Ora, mas falando do que realmente aconteceu, para além da onda de destruição que Daenerys e o seu dragão fizeram em King’s Landing, tivemos dois combates individuais muito bem trabalhados e, não fossem alguns pormenores, poderiam ter tido outro protagonismo. Estou a falar do confronto entre Jaime Lannister vs Euron Greyjoy e dos irmãos Sandor Clegane vs Montanha.

O nosso anão preferido das séries, Tyrion voltou em grande e tem um grande destaque neste episódio, revelando o brilhantismo político e estratégico que se tinha vindo a perder ao longo da temporada. O último abraço dado ao irmão acabou por ser comovente e aqueles momentos de desabafo ficam como um gesto de amor para com a família, ele, que acreditou sempre até ao fim, que tudo podia ser conquistado sem a chacina que se estava a prever…

Tudo bem que já estávamos a imaginar que a personagem de Daenerys fosse caminhar para a desordem mas, aquilo que se passou, foi difícil de justificar. Todos conhecemos as profecias da loucura do seu pai, Aerys Targaryen, perdeu Missandei e Jorah Mormont, morreu-lhe o segundo dragão, a própria relação com Jon já conheceu melhores dias e, podemos adicionar, as dificuldades de adaptação para governar diferentes povos que vêm em John o verdadeiro líder mas esta transformação de Daenerys, a ponto de destruir a cidade por inteiro e matar milhares de pessoas inocentes, é demasiado brusca… um genocídio para ficar na história dos sete reinos.

Fazendo as contas, neste episódio tivemos a despedida de Lorde Varys (Conleth Hill), Euron Greyjoy (Johan Philip Asbaek), Qyburn (Anton Lesser), Cão de Caça (Rory McCann), Montanha (Hafthor Július Bjornsson), Jaime Lannister (Nikolaj Coster-Waldau) e Cersei Lannister (Lena Headey). A ver vamos quem acaba o próximo episódio a rir, isto é, quem se senta no final no trono de ferro. Isto se ainda houver trono porque com tanto fogo duvido que o trono não tenha derretido.

Daenerys, sim a nova raínha, será o grande alvo a abater.

Frase do episódio:

“I hope I deserve this. Truly, I do. I hope I’m wrong. Goodbye, old friend.” – Varys

Nota sobre o autor

Luís Dias.

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