Game of Thrones 8×01: um “Winterfell” ameno para juntar peças (Com spoilers!)

Depois de quase dois anos de espera, já com os nervos em franja e unhas completamente roídas eis que, finalmente, chegou a nova, e última, temporada de Game of Thrones! “Winterfell” (Game of Thrones 8×01) teve um começo a fazer lembrar o episódio piloto da série e teve sempre um clima ameno, quando todos sabemos que o inverno está a chegar… Para mais novidades têm que ler as linhas abaixo, sabendo que vão enfrentar os muito temidos spoilers. Leiam por vossa conta e risco!

A madrugada de segunda-feira, dia 15 de abril, vai ficar na memória de todos os fãs de Game of Thrones, em Portugal. A expectativa e a ansiedade até começar o icónico genérico, faz com que, quase, caia uma lágrima quando mergulhamos de volta aos Sete Reinos, enquanto o mapa de Westeros se vai desenrolando à nossa frente! No fundo, é como voltar a casa e, sinceramente, para Game of Thrones nada melhor do que voltar a Winterfell, onde tudo começou…

Se pudéssemos reduzir este episódio somente numa palavra seria: morno. Muito morno! Tudo começa com muita calma, sem grandes acontecimentos e, com a intenção de mostrar todas as peças do xadrez de Westeros. Depois de tanto tempo de espera, e com a expectativa no alto, queríamos mais. Mas a decisão de colocar todos em jogo antes de, realmente, avançar é compreensível.

As primeiras cenas, com Jon Snow e Daenerys Targaryen a chegar a Winterfell com um exército de enormes dimensões e os dois dragões vivos, remetem o espetador para os primeiros tempos de Game of Thrones. A reunião, de parte, da família Stark acaba por ser um dos grandes destaques do episódio. Quem não sonhou com este momento durante as temporadas anteriores?

O episódio revela a dificuldade que existe pelos senhores do Norte em aceitar Daenerys Targaryen como sua rainha. Afinal ter dragões não faz com que sejamos detentores de um estatuto intocável, que pena. Sansa e Jon, acabam por revelar um conflito de lealdade quando Sansa se apercebe que Jon pode não apoiar Daenerys pelo seu poderio militar mas, também, por nutrir sentimos por ela.

O grande destaque deste episódio vai para o reencontro entre Jon e Arya, em Winterfell. Os dois “irmãos” não se encontravam desde um dos primeiros episódios da série, e a sua reunião remete para o ambiente familiar do Norte como algo que perdura em cada um dos personagens. As interpretações de Maisie Williams e Kit Harington são reveladoras do quanto estes atores deram de si à série, well done!

Neste primeiro episódio podemos ver ainda um, sofrível, voo de Jon e Daenerys nos dragões. Sem acrescentar muito à história, conseguimos ver um Jon Snow receoso a ser aceite por um dos dragões para um voo romântico que acaba numa cascata no meio do gelo do Norte. Hmm, escusado.

Em King’s Landing temos uma rainha com os mesmos jogos de sempre, quem é que acreditava mesmo que Cersei Lannister iria enviar tropas para o Norte? Eles que se matem todos para eu continuar aqui no meu trono de ferro, certo? Ai ai, Tyrion. O imprevisível Euron Greyjoy consegue o que quer, deitar-se na mesma cama rainha, mas o destaque vai para Bronn, que recebe de Cersei a missão de matar Jaime e Tyrion Lannister. Amigos, amigos, negócios à parte?

A partir deste momento o episódio parece acelerar o ritmo e rapidamente temos Theon a libertar a irmã Yara e a revelação de que pretende voltar para Winterfell. Jon Snow fica também a saber que na realidade é Aegon Targaryen. Ele fica sem saber muito bem lidar com a situação. É o legitimo herdeiro ao trono de ferro, mas ao mesmo tempo anda a dormir com a tia. Ok, dá que pensar. Sabemos lidar bem com esta situação?

A repetir a receita de anos anteriores, Game of Thrones abre a sua última temporada sem grandes acontecimentos de relevo, para recolocar o público na história. Afinal dois anos de espera é bastante tempo, e nem toda a gente tem vida para andar a ver resumos na internet… Winter is Coming, pelo menos é o que dizem.

Nota sobre o autor

Luís Dias.

Séries e cinema, cinema e séries. Já falei em cinema?
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