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		<title>Trago-te um novo dia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2020 06:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dia diferente de todos os outros dias que viveste. Trago-te o Sol pela manhã e com ele a liberdade para passeares num jardim e tocares as flores. Porém, peço-te: se uma brisa suave chegar, fecha os olhos e deixa que os seus aromas te tragam a lembrança das palavras que eu sussurrava aos teus [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um dia diferente de todos os outros dias que viveste.</p>
<p>Trago-te o Sol pela manhã e com ele a liberdade para passeares num jardim e tocares as flores. Porém, peço-te: se uma brisa suave chegar, fecha os olhos e deixa que os seus aromas te tragam a lembrança das palavras que eu sussurrava aos teus ouvidos, quando a natureza não tinha horas marcadas. Se as ouvires novamente, não deixes que a brisa fuja, nem que o relógio te lembre que agora o Sol se vai embora quando os homens querem.</p>
<p>Trago-te o Sol pela tarde, mas levo-te a liberdade. Espreita pela janela e deixa que os teus olhos confirmem que o Sol continua a brilhar. Se sorrires, quando deres conta disso, não deixes que as paredes que te fecham e onde te obrigaram a estar, te impeçam de deixar entrar a memória de cada um dos teus instantes de felicidade, quando as horas eram o que menos importava no nosso tempo de vida.</p>
<p>Trago-te a Lua pela noite e devolvo-te a liberdade. Quando fechares os olhos, que também são meus, espero que sonhes. Com jardins e flores. Com brisas que sussurram palavras e com natureza sem horas marcadas. Espero que sonhes também com Sol e com o seu brilho a cada instante de vida.</p>
<p>E, se a esperança for incluída no teu sonho, prometo-te um novo dia.</p>
<p>Ainda mais feliz do que o de hoje.</p>
<p style="text-align: center;">José Rodrigues. </p>
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		<title>A Inês</title>
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		<dc:creator><![CDATA[editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Dec 2020 18:07:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A nossa história de amizade é em si, um conto de amor. Conheci a Inês numa noite de festa e o seu coração de passarinho estava, na altura, muito frágil e quebrado. Toda ela era tristeza, verdade, angústia , intensidade&#8230; e também muita graça. Mesmo muita. Capacidade de rir às gargalhadas da sua própria desgraça [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A nossa história de amizade é em si, um conto de amor. Conheci a Inês numa noite de festa e o seu coração de passarinho estava, na altura, muito frágil e quebrado. Toda ela era tristeza, verdade, angústia , intensidade&#8230; e também muita graça. Mesmo muita. Capacidade de rir às gargalhadas da sua própria desgraça e assim me desconcertou e sucede que desconjuntadas nos tornámos amigas &#8211; amigas que se questionam e por vezes colidem, partindo cacos e voltando a colar, saindo sempre mais fortes &#8211; amigas de verdade, daquelas que não vivem sem o abraço e a palavra uma da outra. Amigas que estão presentes e se apoiam (sobretudo nas tempestades).</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-large wp-image-4971" src="https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/12/WhatsApp-Image-2020-12-02-at-09.50.28-1024x683.jpeg" alt="" width="640" height="427" srcset="https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/12/WhatsApp-Image-2020-12-02-at-09.50.28-1024x683.jpeg 1024w, https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/12/WhatsApp-Image-2020-12-02-at-09.50.28-300x200.jpeg 300w, https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/12/WhatsApp-Image-2020-12-02-at-09.50.28-768x512.jpeg 768w, https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/12/WhatsApp-Image-2020-12-02-at-09.50.28.jpeg 1500w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p>A Inês &#8211; como eu &#8211; só sabe viver na rotação máxima. Amando até cair para o lado, sonhando com todas as forças, entregando o corpo e a alma à arte que a escolheu, angustiando, rindo, sofrendo, vivendo tudo com tempero exagerado . A vida sempre em lupa. Uma alegria e um sofrimento &#8211; nunca um aborrecimento.</p>
<p>Tem um nome pomposo e provém “de berço de ouro” &#8211; como se dizia antigamente &#8211; e por isso tem perfeita noção do seu privilégio, apesar de mulher, lésbica, mãe, católica &#8211; e claro que falámos sobre todas essas dimensões e outras, porque esta entrevista (praticamente) não levou cortes, não era possível, a Inês é torrente e verdade, queremos ouvir, sentir e perceber, sem interrupções.</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-4972" src="https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/12/WhatsApp-Image-2020-12-02-at-09.48.47.jpeg" alt="" width="1024" height="683" srcset="https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/12/WhatsApp-Image-2020-12-02-at-09.48.47.jpeg 1024w, https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/12/WhatsApp-Image-2020-12-02-at-09.48.47-300x200.jpeg 300w, https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/12/WhatsApp-Image-2020-12-02-at-09.48.47-768x512.jpeg 768w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p>Tenho-a visto crescer, amadurecer, apurar &#8230; e esta entrevista também a revela em todo esse esplendor dos efeitos da passagem do tempo.</p>
<p>Considero-a um talento raro e um exemplo de empenho e trabalho. Quero que fique escrito, para memória futura de um percurso que ainda agora começou.</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-large wp-image-4973" src="https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/12/WhatsApp-Image-2020-12-02-at-09.47.37-1024x683.jpeg" alt="" width="640" height="427" srcset="https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/12/WhatsApp-Image-2020-12-02-at-09.47.37-1024x683.jpeg 1024w, https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/12/WhatsApp-Image-2020-12-02-at-09.47.37-300x200.jpeg 300w, https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/12/WhatsApp-Image-2020-12-02-at-09.47.37-768x512.jpeg 768w, https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/12/WhatsApp-Image-2020-12-02-at-09.47.37.jpeg 1500w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p>Embarquemos nesta viagem pelo seu coração.</p>
<p><iframe title="Elefante de Papel Entrevista Inês Herédia" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/COeyIc7LyQE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>O que vamos jantar amanhã?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Dec 2020 06:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Lá em casa, os pratos tinham sempre de ficar limpos, não importava o quanto se barafusta. Diziam-me que havia muitos meninos a querer comer o que eu tinha no prato. A alimentação mundial tem vindo a evoluir e hoje, podemos falar em abundância. Abundância para a grande maioria porque há uma minoria que não tem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Lá em casa, os pratos tinham sempre de ficar limpos, não importava o quanto se barafusta. Diziam-me que havia muitos meninos a querer comer o que eu tinha no prato.</p>
<p>A alimentação mundial tem vindo a evoluir e hoje, podemos falar em abundância. Abundância para a grande maioria porque há uma minoria que não tem abundância, antes, défice!  Enquanto uns se dão ao luxo de desperdiçar, outros ficam sem comer por dias.  Um dos maiores paradoxos da Humanidade! Contudo, esta realidade de abundância que muitos de nós conhecemos, pode estar a entrar em colapso!</p>
<p>A causa: as alterações climáticas!</p>
<p>Ora, climas diferentes geram diferentes culturas. Não é à toa que apenas determinados países sejam produtores de determinados alimentos. A especificidade territorial é essencial para as culturas que nos alimentam. No caso dos cereais, que representam cerca de 40% da dieta humana, a cada grau de aumento da temperatura as colheitas caem cerca de 10%.</p>
<p>Agora, o grande dilema é: se aquecermos, efetivamente, mais 5 graus com mais 50% de população mundial para alimentar, iremos conseguir produzir o suficiente?</p>
<p>As Nações Unidas calculam que o planeta vai precisar do dobro dos alimentos de hoje, já em 2050!  Isto, quando ainda hoje, se vive num mundo com fome. Estima-se que tenhamos 800 milhões de pessoas subnutridas!</p>
<p>Não é só contra o aumento das temperaturas que as colheitas terão de lutar, é também contra o aumento de novas pragas e novos fungos. Esta nova realidade poderá causar muitos danos ao que produzimos e trará a variável da incerteza quanto a colheitas.</p>
<p>Com a subida da temperatura podíamos deslocar a produção mais para norte e fazermos países como a Rússia e o Canadá como “celeiros do mundo” pois, à partida, poderiam vir a desenvolver a temperatura ótima. Ora, mesmo com a temperatura certa, teríamos o <em>handicap</em> da fertilidade dos solos. São precisos séculos para que os solos se tornem férteis. Hoje, já estamos a utilizar todos os solos férteis disponíveis para a produção de alimentos. Com o acréscimo que os solos estão a desaparecer, perdemos cerca de 75 mil milhões de toneladas anualmente.</p>
<p>Claro, que parece uma realidade distante. Em especial quando vemos prateleiras cheias nos  super e hipermercados. Todavia, já dizia Thomas Maltheus que o crescimento económico a longo prazo é impossível pois, a cada período de crescimento da história temos um Baby boom que consome e absorve todo o crescimento.</p>
<p>Por isso, é que hoje se fala na capacidade de carga: Quanta população pode um determinado ambiente suportar antes do seu colapso por uso excessivo?</p>
<p>Podemos ainda não ter os números desta equação. O que sabemos é que terras aráveis como o mediterrâneo poderão vir a transformar-se em desertos, num futuro bem mais próximo do que estávamos à espera. É esta <em>timeline</em> que nos sufoca! Precisamos rapidamente da tecnologia, mas esta não está a avançar à velocidade supersónica que desejávamos. Já temos o uso da técnica como a hidroponia (produção alimentar sem o uso de terra). Porém, de quanto tempo vamos precisar para aprimorar a técnica? Que género de alimentos vamos ter? Poderemos vir a ter o primeiro grande colapso de nutrientes (vitamina C, cálcio, ferro&#8230;)?</p>
<p>O que vamos comer amanhã, está hoje, à distância de uma prateleira de supermercado, as próximas gerações poderão não ter a mesma realidade.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Nota sobre a autora</strong></p>
<p style="text-align: center;">O meu nome é Inês Pina.</p>
<p style="text-align: center;">Sou uma marrona que não gosta de estudar, uma preguiçosa trabalhadora e uma fala-barato solitária.</p>
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		<title>Desinfeta…</title>
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		<dc:creator><![CDATA[editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Dec 2020 06:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desinfeta as mãos… Mas não desinfetes a alma e a saudade que carregas no peito, do tempo que passou a correr e que agora já não volta. Desinfeta a rua… Mas não desinfetes a memória que todas as manhãs te traz a lembrança da tua alegria de criança. Desinfeta a casa… Mas não desinfetes as [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Desinfeta as mãos…</p>
<p>Mas não desinfetes a alma e a saudade que carregas no peito, do tempo que passou a correr e que agora já não volta.</p>
<p>Desinfeta a rua…</p>
<p>Mas não desinfetes a memória que todas as manhãs te traz a lembrança da tua alegria de criança.</p>
<p>Desinfeta a casa…</p>
<p>Mas não desinfetes as paredes ainda por pintar com os tons mais coloridos da natureza que, entretanto, esqueceste.</p>
<p>Desinfeta os ouvidos…</p>
<p>Mas não desinfetes a música que gostavas de ouvir em silêncio quando barulho nenhum te impedia de adormecer.</p>
<p>Desinfeta os olhos…</p>
<p>Mas não desinfetes a luz do sol que continuará a brilhar em cada instante da tua vida, mesmo quando as nuvens se mostram.</p>
<p>Desinfeta a roupa…</p>
<p>Mas não desinfetes o espelho que todos dos dias te confirma que existes e te faz agradecer mais uma ruga.</p>
<p>Desinfeta a cama onde te deitas…</p>
<p>Mas não desinfetes os sonhos que acontecem depois de contemplares a lua, mesmo em noites de temporal.</p>
<p>Desinfeta o ambiente…</p>
<p>Mas não desinfetes as pessoas que te fazem ser mais feliz, mesmo que alguma vez te tenham feito chorar.</p>
<p>Por favor, desinfeta tudo…</p>
<p>Mas não desinfetes o teu coração.</p>
<p style="text-align: center;">José Rodrigues. </p>
<p> </p>
<p> </p>
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		<title>Onde está a tolerância neste mundo binário?</title>
		<link>https://www.elefantedepapel.pt/onde-esta-a-tolerancia-neste-mundo-binario/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Nov 2020 06:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Karl Popper viveu numa sociedade que permitiu a segunda Guerra Mundial, por isso quando terminou o seu doutoramento em filosofia debruçou-se sobre o paradoxo da tolerância que aparece na obra “A Sociedade Aberta e os Seus Inimigos”. No livro, Popper identifica e critica extensamente as ideias filosóficas que deram origem, na opinião do autor, aos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Karl Popper viveu numa sociedade que permitiu a segunda Guerra Mundial, por isso quando terminou o seu doutoramento em filosofia debruçou-se sobre o paradoxo da tolerância que aparece na obra “A Sociedade Aberta e os Seus Inimigos”. No livro, Popper identifica e critica extensamente as ideias filosóficas que deram origem, na opinião do autor, aos movimentos totalitários do século XX. Todo o livro é uma defesa da sociedade aberta e pluralista, da racionalidade e do falibilismo.</p>
<p>Ora a leitura deveria ser obrigatória (estou a ser pouco tolerante?) nos dias que correm. Nós que já lemos e estudamos sobre a idade das trevas, estamos a caminhar para o desenvolvimento de um mundo binário e isso pode atirar-nos para esse mundo novamente. Um mundo onde se acreditava numa verdade absoluta e tudo o que não se enquadrasse era considerado fruto do pecado, da bruxaria e por aí fora…</p>
<p>Escrevo no ano de 2020. No rescaldo das eleições norte americanas, no meio de uma pandemia mundial, na proliferação de movimentos como &#8220;Black Lives Matter&#8221;, num planeta que sucumbe a alterações climáticas, numa civilização que assiste a uma crise de refugiados massiva. Assim, também eu me sinto o Popper.</p>
<p>Eu, que desde sempre condenei a falta de tolerância. Eu que sempre defendi que na sociedade há muitas zonas de cinzento. Dou por mim a ter pouca tolerância com os movimentos binários que o mundo tem estado a desenvolver. Parece que estamos novamente a negociar o Tratado de Tordesilhas com linhas que separam: bem/mal; verdade/mentira; certo/errado.</p>
<p>O mundo traçou para si mesmo que só estas variáveis são as adequadas para explicarem fenómenos sociais, complexos e muito pouco binários.</p>
<p>Quando olhamos genuinamente à nossa volta por momentos percebe-se que somos demasiado tolerantes. Isto é, somos tolerantes com todas as pessoas intolerantes e não estamos preparados para defender a nossa sociedade tolerante de grupos sociais que promovem a intolerância. Logo, a tolerância na nossa sociedade vai acabar por ser destruída porque vão ser os grupos intolerantes a ganhar.</p>
<p>Ou seja, se queremos uma sociedade tolerante, esta também deve conter nos seus valores essenciais a possibilidade de não tolerar aquilo que não é tolerável.</p>
<p>Deixo citação de Popper (2012), para que possamos refletir sobre isto…</p>
<p>“<em>Menos bem conhecido é o <u>paradoxo da tolerância</u>: tolerância ilimitada levará ao desaparecimento da tolerância. Se estendemos tolerância ilimitada até àqueles que são intolerantes, se não estamos preparados para defender a sociedade tolerante contra o ataque dos intolerantes, então os tolerantes serão destruídos, juntamente com a tolerância. Nesta formulação não pretendo dizer que devamos sempre suprimir a verbalização de filosofias intolerantes; conquanto que possamos contradizê-las através de discurso racional e combatê-las na opinião pública, censurá-las seria extremamente insensato. Mas devemos reservar o direito de suprimi-las, mesmo através de força; porque poderá facilmente acontecer que os intolerantes se recusem a ter uma discussão racional, ou pior, renunciarem a racionalidade, proibindo os seus seguidores de ouvir argumentos racionais, porque são traiçoeiros, e responder a argumentos com punhos e pistolas. Devemos, pois, reservar o direito, em nome da tolerância, de não tolerar os intolerantes. Devemos afirmar que qualquer movimento que prega a intolerância está fora da lei, e considerar criminoso o incitamento à intolerância e perseguição, da mesma forma que é criminoso o incitamento ao homicídio, ao rapto ou ao reavivar da escravatura</em>.”</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Nota sobre a autora</strong></p>
<p style="text-align: center;">O meu nome é Inês Pina.</p>
<p style="text-align: center;">Sou uma marrona que não gosta de estudar, uma preguiçosa trabalhadora e uma fala-barato solitária.</p>
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		<title>O mundo novo em que vivemos</title>
		<link>https://www.elefantedepapel.pt/o-mundo-novo-em-que-vivemos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Nov 2020 06:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.elefantedepapel.pt/?p=4956</guid>

					<description><![CDATA[<p>Num mundo onde o toque passou a ser quase que proibido, as palavras deixaram de ser suficientes. Já passou da hora de pensar &#8220;isto vai acabar não tarda&#8221;. Já passou da hora de passar pano a quem não cumpre ordens. Num mundo onde o olhar passou a acarinhar mais que abraços, lágrimas correm todos os [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Num mundo onde o toque passou a ser quase que proibido, as palavras deixaram de ser suficientes.</p>
<p>Já passou da hora de pensar &#8220;isto vai acabar não tarda&#8221;.</p>
<p>Já passou da hora de passar pano a quem não cumpre ordens.</p>
<p>Num mundo onde o olhar passou a acarinhar mais que abraços, lágrimas correm todos os dias.</p>
<p>Números são contabilizados diariamente. De mortos, de infetados, de desafortunados que perdem.</p>
<p>Tudo ou nada.</p>
<p>Num mundo onde quem ainda tem os avós é privilegiado.</p>
<p>Num mundo onde os mais velhos deixam, aos poucos, de existir.</p>
<p>Num mundo que ficará para sempre com histórias para contar.</p>
<p>Todos relembraremos esta nova era.</p>
<p>Assim espero, pelo menos.</p>
<p>Todos assistiremos diariamente a velórios e funerais dentro do coração porque não nem há igrejas que suportem estes números.</p>
<p>Não há coração que aguente tanto caso, não há alma que não esteja infetada nos dias de hoje.</p>
<p>Num mundo onde os 2 metros de distância passaram a ser o novo beijinho e modo de cumprimentar, há quem não os respeite ainda.</p>
<p>Não há eufemismos que ainda façam sentido. Ou que ainda possam ser utilizados.</p>
<p>Não existem mais hipérboles no mundo em que vivemos.</p>
<p>Porque cada dia é um verdadeiro milagre.</p>
<p>Assisti a funerais que nem chegaram a acontecer.</p>
<p>Despedi-me de longe com o coração apertadinho.</p>
<p>Porque nem perto me deixaram chegar.</p>
<p>Assisti, na linha da frente, a hospitais a abarrotar, famílias a chorar de desespero, mortes lentas, dolorosas.</p>
<p>E não passaram de mais um número entre os milhares que aparecerão no telejornal no dia seguinte à hora de almoço.</p>
<p>Uma verdade que custa mais a engolir que uma refeição má.</p>
<p>Despedi-me de longe de quem tanto queria por perto.</p>
<p>Tudo à distância.</p>
<p>De um telefonema, de um olhar, de uma cara coberta por uma máscara que custa a manter.</p>
<p>Chorei lágrimas infinitas por quem nem partilha o mesmo sangue que eu, por quem, muitas vezes, nem cheguei a conhecer fora deste cenário alarmante, por quem fiz de tudo para dar os últimos momentos de paz.</p>
<p>Estive na linha da frente para tentar, inocentemente, travar uma guerra que já está ganha.</p>
<p>E, para quem não gosta de <em>spoilers</em>, a este ritmo, perderemos.</p>
<p>Tanto&#8230;</p>
<p>Perdi a fé centenas de vezes.</p>
<p>Mas permaneci.</p>
<p>Sempre.</p>
<p>Debaixo de 2 máscaras e uma farda que cheira a suor diariamente, debaixo de uma noite de sufoco e almofadas molhadas, debaixo de não poder ir ver os meus avós há semanas, debaixo de um peso nas costas (mesmo sem ter culpa) maior que chumbo.</p>
<p>Jurei aguentar firme. Jurei que iria passar.</p>
<p>E passará, eventualmente, mas já se perdeu tanto.</p>
<p>Danos que serão sempre irreparáveis, vidas que jamais voltarão, saúde, amor.</p>
<p>Já pensei em desistir.</p>
<p>Tantas vezes, incansavelmente, olho no espelho e digo &#8220;bora, mais um dia&#8221; com lágrimas nos olhos.</p>
<p>Todos os dias.</p>
<p>Há quem fungue e se contorça todo por ter de ficar o fim de semana inteiro em casa.</p>
<p>Eu só peço a Deus para me permita ficar no aconchego da minha cama mais 5 minutos, eu só peço a quem quer que seja que esteja a comandar isto tudo cá em baixo que passe logo, que seja breve, que tenha piedade dos mais fracos, pelo menos.</p>
<p>Os paradoxos que fazem de nós seres humanos.</p>
<p>O mundo novo em que vivemos&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Nota sobre a autora:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Rita Gomes,</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://wordslu.blogspot.com/2020/11/o-mundo-novo-em-que-vivemos.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Blog</a> </p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.instagram.com/wordslu/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Instagram</a></p>
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		<title>A cidade que se espreguiça</title>
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		<dc:creator><![CDATA[editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Nov 2020 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando a luz rompe a escuridão da noite, a cidade espreguiça-se e inicia o seu ritual. Aos poucos veste a tonalidade do dia. No caso, o dia amanhecia em rosa. O rosa dos sonhos. O rosa da fantasia. Só o dia nos dá a oportunidade de correr atrás dos sonhos. Amanhecia com a tonalidade certa [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando a luz rompe a escuridão da noite, a cidade espreguiça-se e inicia o seu ritual. Aos poucos veste a tonalidade do dia. No caso, o dia amanhecia em rosa. O rosa dos sonhos. O rosa da fantasia. Só o dia nos dá a oportunidade de correr atrás dos sonhos. Amanhecia com a tonalidade certa para o presságio da noite de sonho. Amanhecia para dar força a quem se espreguiça com a cidade.</p>
<p>No ritual da manhã, enquanto se veste para mais um dia, a cidade prepara ainda a sua banda sonora. Começa com um burburinho, ela gosta de bebericar o seu café ainda na penumbra do silêncio. É um ritual que ela tem desde os primórdios. Só o burburinho lhe permite a concentração certa para afinar os detalhes do grande dia.</p>
<p>É importante preparar cada detalhe.</p>
<p>O dia é um festival cheio de rituais que a cidade gosta de cumprir.</p>
<p>Nada pode falhar.</p>
<p>É no dia que se realizam os sonhos, se cumprem as metas e se dá forma aos planos traçados no papel.</p>
<p>À medida que se cumpre o ritual o dia vai progredindo. São os madrugadores os cúmplices destes rituais minuciosos que a cidade faz todos os dias com o mesmo rigor e com o mesmo preciosismo.</p>
<p>A cidade é feliz a preparar-se para o dia. O seu único lamento é que os seus transeuntes não sejam espetadores atentos do seu ritual. Atravessam-na sempre, com a mesma frieza, apresenta-se com a arrogância de quem não tem tempo a perder com ninharias. Como se preparar-se para um dia inteiro fosse insignificante. Nunca devolvem um sorriso e não a contemplam. Logo ela que se preparou no seu melhor!</p>
<p>Por vezes, a cidade veste-se de raiva, acorda indisposta e por isso não cumpre o seu ritual. Não alinha a banda sonora, não alinha as tonalidades do dia. Quando a cidade está nesses dias, os sonhos ficam mais distantes, nada se alinha e o dia quase não se concretiza. Nesses dias os transeuntes ficam ainda com um semblante ainda mais pesado, com olhar caído e sem energia.</p>
<p>Nesses dias, a cidade sente-se infeliz.</p>
<p>Então, recupera forças e volta para o seu rigoroso, minucioso, e essencial ritual ao equilíbrio. Apesar de todos ignorarem o seu ritual a cidade sabe-o como importante. Vê-se como essencial para a felicidade dos que a atravessam. Apesar de não receber a ovação que sonhava, a cidade acostumou-se a viver na penumbra.</p>
<p>Hoje, sabe-se como uma maestrina da felicidade da Humanidade. Não lhe reconhecem valor, mas ela sabe o seu valor e isso deixa-a feliz.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Nota sobre a autora</strong></p>
<p style="text-align: center;">O meu nome é Inês Pina.</p>
<p style="text-align: center;">Sou uma marrona que não gosta de estudar, uma preguiçosa trabalhadora e uma fala-barato solitária.</p>
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		<title>A Flor Margarida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Nov 2020 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Desde pequena que tinha o desejo de escrever e publicar um livro da minha autoria, portanto este acontecimento foi o concretizar de um sonho muito antigo. Em Fevereiro deste ano, publiquei um livro infantil, intitulado A Flor Margarida.  Infelizmente, calhou ser numa época que antecedia o confinamento e toda esta pandemia, pela qual ainda passamos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Desde pequena que tinha o desejo de escrever e publicar um livro da minha autoria, portanto este acontecimento foi o concretizar de um sonho muito antigo. Em Fevereiro deste ano, publiquei um livro infantil, intitulado <em>A Flor Margarida.</em>  Infelizmente, calhou ser numa época que antecedia o confinamento e toda esta pandemia, pela qual ainda passamos atualmente. Tive a possibilidade de o publicitar e falar sobre ele em algumas rádios e programas, tudo online, devido à COVID-19.</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-full wp-image-4945" src="https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/11/perfil.png" alt="" width="454" height="522" srcset="https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/11/perfil.png 454w, https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/11/perfil-261x300.png 261w" sizes="(max-width: 454px) 100vw, 454px" /></p>
<p>Concretizei mais um sonho ao ter a possibilidade de participar na Feira do Livro de Lisboa deste ano, uma experiência que ficará para sempre guardada na memória e no coração.</p>
<p>Este livro é dedicado à minha prima Margarida, nascida em Dezembro de 2017.</p>
<p><em>A Flor Margarida,</em> fala-nos sobre uma flor, uma margarida, que por ser branca e não ter as cores que as outras flores têm, acaba por se sentir mal com isso, sente-se insegura e parte em busca de flores da sua espécie e, claro, pelo caminho tem as suas aventuras e vai encontrando amigos que a ajudam. Relembra-nos da importância da construção de uma boa autoestima e, o que tentei transmitir foi que, muitas vezes, é preciso coragem para mudarmos, agirmos e fazermos algo por nós. As restantes personagens da história são baseadas em familiares meus, tanto nas características físicas como nas psicológicas, o que a torna ainda mais especial. A ovelha Tina é baseada na minha avó materna Isaltina e a planta de algodão Susy na minha tia Susana. Este livro também foi uma forma de homenagear o meu avô materno, Armando, conforme é descrito no início da obra.</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-large wp-image-4947" src="https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/11/07-1024x516.jpg" alt="" width="640" height="323" srcset="https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/11/07-1024x516.jpg 1024w, https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/11/07-300x151.jpg 300w, https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/11/07-768x387.jpg 768w, https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/11/07-1536x774.jpg 1536w, https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/11/07-2048x1032.jpg 2048w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p>Este livro é algo do qual me orgulho muito, não só porque sempre fez parte de um sonho meu, como também porque enaltece o valor da família. Espero que seja sempre algo do qual a minha prima também se orgulhe e que seja uma forma de lhe passar muitas das lições que aprendi com o nosso avô, mesmo que ela nunca o tenha conhecido.</p>
<p style="text-align: center;" data-tadv-p="keep"><strong>Nota sobre a autora: </strong></p>
<p style="text-align: center;" data-tadv-p="keep">O meu nome é Inês Vieira Brandão, tenho 22 anos e sou professora. <span style="font-size: inherit;">Desde que aprendi a ler e a escrever, comecei a desenvolver o desejo de publicar um livro da minha autoria. O meu sonho é </span><span style="font-size: inherit;">um dia fazer da escrita a minha carreira profissional.</span></p>
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		<title>Diário de uma Enfermeira quarentona em tempos de pandemia: Parte XII</title>
		<link>https://www.elefantedepapel.pt/diario-de-uma-enfermeira-quarentona-em-tempos-de-pandemia-parte-xii/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Nov 2020 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais um dia. Menos um dia. Mais dias. Menos dias. Mais um dia para quem fica. Menos um dia para quem foi. E a 16 de novembro foram muitos. Demasiados. Demasiados que falam a minha língua. Bastantes que conhecem a minha cidade, que percorreram ruas que eu também percorri, algures neste país, pequeno país, virado [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um dia.</p>
<p>Menos um dia.</p>
<p>Mais dias.</p>
<p>Menos dias.</p>
<p>Mais um dia para quem fica.</p>
<p>Menos um dia para quem foi.</p>
<p>E a 16 de novembro foram muitos.</p>
<p>Demasiados.</p>
<p>Demasiados que falam a minha língua.</p>
<p>Bastantes que conhecem a minha cidade, que percorreram ruas que eu também percorri, algures neste país, pequeno país, virado para o mar.</p>
<p><em>&#8220;Mar, metade da minha alma é feita de maresia&#8221; </em>(Sophia M.B.A), como muitas metades destas almas que hoje partiram&#8230;</p>
<p>Triste Dia. Quantos mais virão?</p>
<p>Não sei. Ninguém sabe.</p>
<p>Ninguém sabe.</p>
<p>Apenas sei que foi mais um dia.</p>
<p>Enquanto muitos choram a perda, outros choram, com a força que o peito ainda consegue amparar, a felicidade de poder ver um filho através do ecrã de um telemóvel.</p>
<p>As lágrimas caíam-lhe molhando a máscara, enquanto a cânula de oxigénio, lhe dava a vida (tinha acabado de lhe dar a boa nova. &#8220;Vai sair da UCI. Vai para a enfermaria&#8221;).</p>
<p>E ela pediu-me.</p>
<p>O telefonema.</p>
<p>Não foi um pedido.</p>
<p>Suplicou.</p>
<p>Não precisava. De todo.</p>
<p>Perguntou se eu era mãe.</p>
<p>Com medo que eu não acedesse.</p>
<p>O nó na garganta não deixou que a voz saísse.</p>
<p>Afirmei com a cabeça.</p>
<p>Digitei o número.</p>
<p>Mal apareceu o filho, tirei-lhe a máscara para ele ver o sorriso daquela mãe que Deus não quis levar.</p>
<p>E foi um dia Bom!!</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Nota sobre a autora:</strong></p>
<p style="text-align: center;">Chamo-me Joana. Tenho 40 anos e sou muitas coisas&#8230; filha, irmã, enfermeira, formadora&#8230;mas a mais difícil de todas&#8230; sou Mãe, Boadrasta e Mulher.</p>
<p style="text-align: center;">Escrevo para libertar o que me vai cá dentro&#8230;</p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Diário de uma Enfermeira quarentona em tempos de pandemia: Parte XI</title>
		<link>https://www.elefantedepapel.pt/diario-de-uma-enfermeira-quarentona-em-tempos-de-pandemia-parte-xi/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[editor]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Nov 2020 05:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com as vozes irritantes dos deputados da nossa Assembleia da República a debaterem a nova votação do estado de Emergência, escrevo, mais uma vez sobre esta doença que nos alastra o discurso e que invade a vida dos profissionais de saúde de morte. Hoje não sou eu que escrevo. Apenas digito a &#8220;voz&#8221; da Carolina, [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://www.elefantedepapel.pt/diario-de-uma-enfermeira-quarentona-em-tempos-de-pandemia-parte-xi/">Diário de uma Enfermeira quarentona em tempos de pandemia: Parte XI</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.elefantedepapel.pt">Elefante de Papel</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Com as vozes irritantes dos deputados da nossa Assembleia da República a debaterem a nova votação do estado de Emergência, escrevo, mais uma vez sobre esta doença que nos alastra o discurso e que invade a vida dos profissionais de saúde de morte.</p>
<p>Hoje não sou eu que escrevo. Apenas digito a &#8220;voz&#8221; da Carolina, com a sua prévia autorização, pretendendo chegar com estas linhas ao coração de todas as Carolinas deste meu país, recém enfermeiras que foram “atiradas” para trabalharem nos Cuidados Intensivos nesta pandemia que teima em não nos largar.</p>
</p>
<p>Vinte anos de idade me separam da Carolina. Vinte anos de profissão também.</p>
<p>Quis a Pandemia que nos juntássemos no cuidado ao próximo. Quis a Pandemia que eu a ensinasse a programar máquinas; a calar alarmes; a montar equipamentos que ela não conhecia; a explicar-lhe as interações medicamentosas de fármacos, enfim&#8230;. a dar-lhe asas para ela voar sozinha neste mundo fantástico que é salvar vidas!</p>
<p>Quis a Pandemia que eu visse na Carolina a Joana de há vinte anos&#8230; Com a garra de miúda que quer absorver tudo aquilo que lhe explicam e questiona e questiona e com medo de falhar, mas impulsiva nas frases e terna no olhar&#8230;</p>
<p>Deixo nestas páginas brancas o testemunho desta miúda enfermeira que, tal como eu, precisa da escrita para libertar o que lhe vai na alma e aliviar o aperto do coração.</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter size-large wp-image-4937" src="https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/11/Imagem1-1.png" alt="" width="236" height="317" srcset="https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/11/Imagem1-1.png 236w, https://www.elefantedepapel.pt/wp-content/uploads/2020/11/Imagem1-1-223x300.png 223w" sizes="(max-width: 236px) 100vw, 236px" /></p>
<p><em>“04 de Novembro de 2020, o ponteiro do relógio marca as 7:47h. Ao fundo do corredor, pico o ponto, subo as escadas, mas que grande lanço até chegar ao 3º piso, viro à esquerda, entro no meu serviço, fardo-me, pego nas minhas socas e penso, bem, mais um turno, por entre os loucos que tenho vivido, mas este vai ser longo, 12h pela frente me esperam e o quanto estas socas ainda vão ter que chinelar.</em></p>
<p><em>Dirijo-me à colega que vou render, passamos o turno, recebo a doente que será da minha responsabilidade nas próximas 12h, alguém já minha conhecida, alguém que já vinha a acompanhar a alguns dias ao longo dos turnos realizados ali, na UCI Covid. </em><em> </em></p>
<p><em>Preparamos a terapêutica, organizamos as dinâmicas do serviço em equipa, e de seguida…Máscara FP2, óculos, viseira, fato completo, bata de proteção, 2 pares de luvas… tudo aquilo a que temos direito. Lá vamos nós, lá vou eu. Ultrapasso a linha vermelha. Dirijo-me à minha D. Esperança (nome fictício), administro a terapêutica, faço as dinâmicas que um doente de UCI exige, presto-lhe os cuidados de higiene, cuido do seu cabelo, espelho nos meus cuidados todo o conforto e dignidade que ela merece. Mas é notório que o estado geral dela piorou ao longo dos dias, percebemos por evidência científica, através dos monitores, que a qualquer momento a sua alma se esvanece. </em><em> </em></p>
<p><em>Contatamos a família para que se despeça, sabemos que será uma questão de horas…<br />
</em></p>
<p><em>Recebo os filhos, apresento-me como a enfermeira de referência da D. Esperança, explico-lhes o que se passa, equipo-os de uma forma rigorosa, protetores de calçado, bata de proteção, luvas, óculos… preparo-os para o que irão ver, os mil e quinhentos fios, as máquinas, o ventilador… avançamos juntos, ultrapassamos a linha, dirigimo-nos a ela. As lágrimas deles escorrem pelo rosto, e confesso que as minhas por mais que disfarçadas por detrás de um fato, também. Encorajo-os, digo-lhes para que agarrem na sua mão e lhe digam o quanto gostam dela. Silêncio. Afasto-me um pouco e respeito a privacidade deles. Transmito-lhes confiança, “ela está tranquila, relaxada, não tem dor, está confortável na medida do possível”. </em></p>
<p><em>Saímos da zona vermelha, retiramos todas as proteções. Acompanho-os à porta. Tranquilizo-os, garanto-lhes que a sua mãe está bem entregue, não me refiro a mim, mas sim a toda a equipa que me acompanha diariamente nesta luta, que ficará em paz, e nunca a deixarei sozinha<br />
Fecho a porta do serviço, o coração fica bem mais apertadinho. Mas, mais a fazeres existem, entre os alarmes a apitar, e máquinas a tocar, a confusão… Passados momentos, volto a dirigir-me junto dela, e todos percebemos que o momento teria chegado. Agarrei a sua mão, e fiquei junto dela. Cumpri o que prometi. A D. Esperança faleceu. Foi o meu primeiro óbito.<br />
Não foi só mais um turno, contrariamente ao que se possa pensar, não foi só mais um dia.. foi o dia em que vivenciei a linha de alguém a permanecer reta, como nos filmes, mas a diferença é que foi real, eu estava ali, junto dela. Não estava sozinha, uma das companheiras de guerra permaneceu comigo, encorajou-me, tranquilizou-me, fez-me sentir que fizemos tudo o que poderíamos fazer pela nossa doente, que foi e que fomos os enfermeiros que ela precisou, sempre, 24h, sem vacilar.<br />
Das 59 mortes do dia de hoje, uma foi a D. Esperança.<br />
É assustador pensarmos quantas mais D. Esperanças irão existir… quanto tempo isto irá durar… até quando iremos aguentar?”</em></p>
<p>E enquanto a linha isoelétrica aparecia no monitor e eu lhe dizia “ temos que arranjar a senhora&#8230;” a Carolina deu-lhe a mão e só a largou quando desliguei o monitor. E expliquei-lhe os seus primeiros cuidados <em>post mortem</em> com a serenidade e a seriedade que o momento impõe&#8230;</p>
<p>A todas as Carolinas peço-vos coragem e brilho nos olhos de quem chegou agora a este mundo da Enfermagem e da Medicina em que a linha que separa a vida da morte é bastante ténue.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Nota sobre a autora: </strong></p>
<p style="text-align: center;">Chamo-me Joana. Tenho 40 anos e sou muitas coisas&#8230; filha, irmã, enfermeira, formadora&#8230;mas a mais difícil de todas&#8230; sou Mãe, Boadrasta e Mulher. Escrevo para libertar o que me vai cá dentro&#8230;</p></p>
<p>O conteúdo <a rel="nofollow" href="https://www.elefantedepapel.pt/diario-de-uma-enfermeira-quarentona-em-tempos-de-pandemia-parte-xi/">Diário de uma Enfermeira quarentona em tempos de pandemia: Parte XI</a> aparece primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.elefantedepapel.pt">Elefante de Papel</a>.</p>
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