Assim nasceu uma estrela

Este texto tinha duas versões: uma, na eventualidade de Lady Gaga ganhar o mais ambicionado prémio da indústria do cinema (o Óscar, para quem não está a ver qual é…) pela sua performance no filme “A Star is Born – Assim Nasce uma Estrela”; outra, no caso de não ganhar.Em qualquer uma das situações, o texto começaria assim: Lady Gaga, ou melhor, Stefani Joanne Angelina Germanotta, nome com o qual foi registada em 28 de março de 1986, no estado de Nova Iorque, é sobejamente conhecida por ser uma das estrelas pop mais excêntricas e camaleónicas do panorama musical mundial. São totalmente visíveis as influências que usa a seu bel-prazer, e que vão desde os Divinos David Bowie, Freddie Mercury e Michael Jackson até às Deusas Terrenas Madonna, Cher e, inclusivamente, Debbie Harry dos Blondie. Stefani Joanne sempre soube que a música estaria na sua vida: aprendeu a tocar piano com 4 anos de idade e aos 13 escreveu a sua primeira balada. Matriculou-se na Tish School of Arts da Universidade de Nova Iorque, para desistir no segundo ano, e, assim, dedicar-se de corpo e alma ao seu Amor Maior: a Música. E em 2008 chegou “The Fame. Trazia uma “Poker Face” e uma “Just Dance” que ecoaram milhões de vezes, por esses décibeis acima! A partir daqui, seguiram-se tours internacionais com datas a perder de vista, prémios, mais 3 álbuns criticamente elogiados, mais digressões, mais prémios, mais aclamações… Até que surgiu a oportunidade de experimentar a representação. No pequeno ecrã – que já não é assim tão pequeno…! -, brilhou a grande altura na mini-série “American Horror Story”, tanto que lhe valeu o Golden Globe e o reconhecimento da indústria daquela área. Talvez tenha sido aí que Bradley Cooper a tenha “catrapiscado” para fazer de Ally em “A Star is Born – Assim Nasce uma Estrela”, filme com o qual se estreou como realizador. Ou então, pode ter sido depois de ter lido a entrada dela na Wikipedia e ter concluído que o percurso da personagem é até algo parecido com o da, agora, Actriz que lhe deu vida. De qualquer das formas, foi uma aposta ganha: depois de já ter ganho Grammys, Brit Awards, prémios da MTV e tudo o que é galardão relacionado com música, eis que chega a nomeação para o maior prémio da indústria do cinema…

E é aqui que o texto se separa: No caso de Lady Gaga ter ganho o Óscar de Melhor Actriz, terminaria assim: o filme que fez com que Lady Gaga ganhasse o Óscar é um feel good movie, daqueles que nos deixa com um brilhozinho nos olhos e um sorriso meio parvo no rosto. O argumento não é pretensioso e nem sequer é assim muito original; mas capacidade inata de Stefani Germanotta se transfigurar, de despir a máscara de Lady Gaga e vestir uns jeans e t-shirt básicos para interpretar (outra vez) uma cantora em ascensão, faz dela mais do que uma cantora, mais do que uma actriz… faz dela uma Artista completa. E ganhar o Óscar é o maior prémio que uma Artista Completa pode alcançar. Mas Lady Gaga não ganhou o Óscar de Melhor Actriz. Ganhou, outros, sim, para a Melhor Canção Original (e que canção, senhores). No fundo, ganhou o maior prémio de cinema para aquilo que faz melhor: música. Mas não ter ganho o Óscar pelo seu desempenho como actriz não faz dela uma perdedora. Pelo contrário: uma rapariga da classe média-baixa nova iorquina, que chegou a ser apelidada de feia e esquisita por não ter os parâmetros de beleza perfeitos; que serviu ás mesas e cantou em bares menos glamourosos; que que foi violada por um dos produtores com quem trabalhou, quando ainda procurava o seu lugar ao sol, é tudo menos uma perdedora. É uma vencedora da vida. É uma inspiração para todas as miúdas que ousam sonhar. É a personificação do “sim, é possível”. Mas melhor do que ser eu a dizer, só mesmo ela…

“If you are at home and you’re sitting on your couch and you’re watching this right now, all I have to say is this is hard work. I have worked hard for a long time and it’s not about winning. What it’s about is not giving up. If you have a dream, fight for it. There’s a discipline for passion: it’s not about how many times you get rejected or you fall down and get beaten up, but how many times you stand up, and are brave and you keep on going.

(Discurso de aceitação de Lady Gaga para o Óscar de Melhor Canção Original – “Shallow”)

Nota sobre a autora

Olá, o meu nome é Tatiana Mota e passei ao lado de uma grande carreira na TV e na rádio. Como podem, aliás, ver neste vídeo de 35 segundos que realizei para um passatempo, e onde se denota grande talento de atriz (cof… cof…).

Para além disso, e para não passar ao lado de uma grande carreira na escrita, tenho vindo a desenvolver esse skill não só em publicações de informação cultural, como a LeCool Lisboa, mas também na nouvelle plataforma Reveal Portugal , sem contar também que sou foodie na Zomato.

Se tenho Instagram e Facebook? Claro que sim: no Insta – como dizem os jovens – e na xafarica do Sr. Zuckerberg, estou como sou, sem maquilhagem, em Alta Definição.

Atualmente, não tenho blog – mas já tive – e influencer, só se for a influenciar os filhos das minhas amigas a serem do Benfica. Penso estar a fazer um bom trabalho nesse sentido 🙂

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