Algumas coisas que adorávamos saber aos 20 anos

Quando chegamos aos 48 anos com muitas histórias para contar, não pensamos nunca voltar aos 20 e passar por tudo outra vez. Não me arrependo de nada na minha vida, porque não posso alterar nada e mais vale continuar feliz e optimista, mas a verdade é que se eu soubesse mais cedo o que sei agora, alterava algumas coisas. Por isso a minha esperança com este texto é que todos façam valer cada segundo do seu tempo, porque passa tudo muito rápido!

1) O TEMPO É UM BEM PRECIOSO
Existem pessoas que confundem estar sempre em movimento e ocupados/as com produtividade.
Este comportamento é natural e próprio dos 20 anos quando somos os/as masters do sim, estamos sempre disponíveis para todos os telefonemas, todas as reuniões, todas as festas e com tanta agitação, não apreciamos o tempo, mas à medida que a idade vai passando e sem dar conta, o tempo começa acelerar e todos os minutos contam porque as nossas responsabilidades aumentam.
É muito importante viver tudo na idade certa, com a consciência que um dia sem estarmos à espera, deixamos de ter tempo para apreciar o tempo. É certo que com a maturidade e um trabalho de vida bem feito, esse apreço volta novamente, mas sempre com a sensação de que nada é igual aos 20 anos, porque a vida transforma o destemido em cautela.

2) O PODER DE VIAJAR
Começar a viajar cedo sempre que se possa e aproveitar o entusiasmo dos 20 anos é essencial para o nosso crescimento e vai determinar o nosso futuro.
Nem todos conseguimos viajar numa idade jovem, dependendo da geração e por isso é importante incentivar os mais jovens a não repetir os mesmos “erros”
Viajar vai fazer-nos conhecer pessoas novas e ouvir diferentes opiniões, o que nos aumenta o ponto de vista. Faz-nos conviver com culturas e valores diferentes dos nossos, o que nos deixa mais tolerantes à diferença.
Viajar – principalmente sozinhos – dá-nos armas para lidar com o inesperado e deixa-nos confortáveis mesmo fora da nossa zona de conforto.
Cada aprendizagem fica connosco para o resto da vida e essa aprendizagem vai manter a nossa cabeça fresca e cheia de ideias novas quando regressamos a casa.

3) A BUSCA OBCECADA PELO NOSSO PROPÓSITO NA VIDA
Por mais estranho que esta frase pareça, a busca incessante aos 20 anos pela nossa missão e sucesso pessoal é o que nos impede de o conseguir.
Deixar fluir a vida e saber que nada acontece por acaso é o segredo para alcançar um amor ou uma carreira de sonho.
Dentro de nós, aos 20 anos quase todos sabemos o que queremos ser ou fazer, mas a sociedade desde sempre dita regras e comportamentos que acabam por nos bloquear.
Todos deveríamos seguir o nosso coração livremente, porque só tentando é que conseguimos alcançar algo. A vida não é mais do que tentativa/erro.
O sucesso não acontece de um dia para o outro e aos 20 anos não sabemos que todos os que admiramos levaram muito tempo a construir os seus sonhos.
Como deixou escrito o Michelangelo: “Se as pessoas soubessem o que eu trabalhei para aperfeiçoar a minha técnica, não me iriam achar assim tão bom.”


4) OS NOSSOS MAIS QUERIDOS NÃO DURAM PARA SEMPRE
Aos 20 anos é muito fácil achar que temos tempo para tudo porque estão muito anos à nossa frente e por isso a zanga que não se resolve hoje, pode ficar para amanhã, a visita que não se faz hoje, pode ficar para amanhã, o telefonema que não se atende, pode ficar para amanhã.
O que eu sinto mais falta é do abraço. Aquele abraço. Aquela sensação de que o mundo pode acabar, mas ali estamos sempre seguros/as e que naquele colo somos sempre crianças.
Aos 20 anos ainda não sabemos muito bem, que nunca mais vai haver um abraço igual, independentemente de quanto tempo passa e quantas pessoas entram na nossa vida.
Não sabemos que o Natal nunca mais vai ser o mesmo, que nunca mais esquecemos o número de telefone e que de vez em quando ainda pensamos em ligar e, por mais maduros que sejamos, aos 20 anos não imaginamos que as festas de aniversário com a família toda reunida e os almoços de Domingo nunca mais vão ser os mesmos quando alguns dos nossos mais queridos vão embora.
Não coleccione ressentimentos,, não deixe beijos e abraços por dar e diga sempre o quanto gosta das pessoas que gosta.


5) QUE A VIDA NÃO ACABA DEPOIS DO PRIMEIRO DESGOSTO DE AMOR
O nosso primeiro Amor é intoxicante de tão bom. A sensação de que será o único Amor da nossa vida e o desespero das horas que não passam até ao próximo encontro.
Aos 20 anos sem nós sabermos, o Amor tem uma ingenuidade tão feliz e pura que vamos contra tudo e contra todos por ele.
Mas a certo ponto, quase todos/as sofrem um desgosto de Amor, por isso mais vale que seja aos 20 anos e que seja o primeiro.
O primeiro desgosto de Amor cria em nós uma dor tão grande que a nossa cabeça diz-nos que a causa do desgosto deve ser alguma coisa igualmente grande e por mais lúcidos/as e focados/as que sejamos, acabamos por fazer suposições que não são reais e passamos mais tempo do que devíamos a pensar no que terá acontecido de errado. É por essa razão que ao contrário do que sentimos aos 20 anos, o nosso primeiro desgosto de Amor, não é o fim, mas marca o princípio da nossa vida amorosa adulta. Para o bem e para o mal é depois do primeiro desgosto amoroso que começamos a ser mais seletivos/as e a perguntar o que realmente queremos numa relação e quanto tempo merece da nossa parte um desgosto de Amor.


6) NÃO PODEMOS AGRADAR A TODOS…
Eu conheço tantas pessoas que deixaram para trás os seus sonhos porque se deixaram levar pela opinião dos outros. O julgamento alheio nunca é saudável e bom para nós, muito menos aos 20 anos. Todas as experiências fazem parte do nosso crescimento, mas afastar pessoas tóxicas e que não querem o melhor para nós, deveria vir nos livros.
Devíamos todos saber que aos 20 anos, temos de viver a vida por nós e não para os outros. O mais importante é onde queremos chegar e o que estamos a fazer por nós próprios para lá chegar.
O que eu particularmente aprendi e adorava saber aos 20 anos é que todos são mais perfeitos e normais que nós, até os conhecermos melhor.

From Daisy with Love

 

Nota sobre a autora

Sandra Almeida

47 anos

Maquilhadora & Formadora de Comunicação

A escrita começou por ser um exercício pessoal para conseguir sintetizar ideias e não dispersar nas minhas aulas e acabou por se tornar uma paixão. 

A comunicação mudou a minha perspectiva da vida e o meu crescimento pessoal e agora quero mudar a vida dos outros.

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