A vida anda pouco interessante

Quem se lembra de fazer scroll nas redes sociais quando está a curtir a companhia? Quantas vezes olhas para o telemóvel quando estás envolvido ao máximo num projeto? Quantas vezes vais olhar os stories dos teus amigos quando estás a meio de um bom jantar? A vida anda pouco interessante. Ou melhor, será que somos nós que estamos desinteressantes?

As redes sociais viraram o anestésico da sociedade. Quem nunca se apanhou a evitar dormir só para fazer scroll sem finalidade? O problema não são as redes sociais, porque essas abriram inúmeras possibilidades para todas as pessoas, o problema é o motivo que nos leva até elas.

E não são só as redes sociais. É importante questionar. Que o mesmo problema do excesso de internet é o mesmo que nos motiva a estar com companhias com quem não temos afinidade, que nos motiva a ir para um trabalho onde rezamos ver as horas passar e que nos leva a estar tão entediados com o mundo real que não sabemos mais desligar do virtual.

Será demasiado severo achar que estamos a viver uma crise de valores?

O que te leva a seguir uma pessoa/conta no Instagram? Como te sentes nesse meio? E na vida real? O que te leva a fazer estar com alguém? Ou num determinado sítio? Quantas vezes adiamos o nosso futuro porque não valorizamos o presente? Quantas vezes procrastinamos as ações que nos levariam aos nossos objetivos simplesmente porque nem nos questionamos da relevância que as coisas têm na nossa vida.

Aproveitar as regalias que estas plataformas nos trouxeram é a chave de ouro. Divagar só por divagar, vais nos fazer atrasar. Sempre que andamos distraídos deixamos passar a vida à frente dos nossos olhos. Não adianta simplesmente arrastar a vida, ela acaba por nos arrastar com ela. Porque não pousar o telemóvel e ir viver a verdadeira vida que todos merecemos? Questionando-nos qual é a vida que queremos viver.

 

 

Nota sobre a autora

Helena Silva

27 anos

Terapeuta 

Paixão pela escrita, partilha de perspetivas de vida

himoreirasilva@gmail.com 

INSTAGRAM: @comunicacao.que.cura

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