5 razões para ser feliz em Cacela Velha

É um paraíso e convém que assim permaneça…

A PRAIA

O acesso às praias só se faz de barco, logo, só lá chega quem quer mesmo muito ir. Depois do barco, quanto mais se caminha, menos gente se encontra – e é possível estarmos numa praia algarvia paradisíaca e deserta em pleno mês de Agosto. Na língua de areia que separa o mar da Ria Formosa, formam-se lagoas naturais de água morna perfeita para os mergulhos dos mais pequenos.

A areia é branca e cravejada de conchas e búzios. Há lingueirão, conquilha e caranguejo à vista desarmada e os miúdos adoram andar por ali à pesca com as suas redes artesanais de cabo de madeira. Guardam os tesouros no balde e devolvem-nos à natureza antes de apanharem o barco de regresso a casa. As viagens no barco do Tito fazem parte da animação e da aventura. 

 

AS OSTRAS

São as melhores ostras do mundo, as mais frescas e saborosas. Riqueza maior da Ria, em Cacela, são servidas com simplicidade e mestria em cada esquina. Ao natural ou ao vapor, uma delícia sem tamanho, um prazer repetido todos os verões seja na Casa Azul ou na tasquinha de mesas de madeira corrida no largo da igreja. O ideal é sairmos da praia e ainda com o sal no corpo sentarmo-nos  à mesa a dar cabo delas enquanto o Sol se põe.

O ARROZ DE LINGUEIRÃO

No “Costa” está o melhor Arroz de Lingueirão do Algarve. O restaurante fica debruçado na Ria, na pequena Praia da Fábrica. Um clássico de felicidade é juntar os amigos para o prazer do petisco enquanto os miúdos brincam na praia mesmo ali à frente. Ao mesmo tempo que os adultos brindam a mais noites quentes de Verão, os putos são capitães de areia explorando os barcos velhinhos por ali ancorados, vivendo aventuras e criando memórias únicas.

 

A ALDEIA

Pequena, branca e azul, encantada e pacata, guarda uma pequena fortaleza do século XII, casinhas de arquitectura tradicional algarvia e uma igreja medieval muito simples que abençoa a Ria.

Sophia, Eugénio de Andrade, entre outras e outros, ali se inspiraram para fazer nascer poesia e por isso, há estrofes espalhadas pelas esquinas das casas sempre impecavelmente caiadas. No largo da igreja, entre banquetes de mar nas mesas de tábua corrida, ostras, vinho branco gelado e uma inscrição que assinala que foi em Cacela que nasceu no século X, o maior poeta árabe do seu tempo, Ibn Darraj al-Qastalli. Brindemos, mais uma vez, que estes são os melhores dias do ano.

 

AS NOITES QUENTES

Fonte: minube.pt
Fonte: minube.pt

São as noites de Cacela Velha, não dá para explicar muito bem… só sentindo. Os amigos encontram-se nos pátios, nos terraços das casas, no átrio da igreja. Bebem-se uns copos, conversa-se, ri-se. Há sempre um vento quente que nos bafeja e a terra cheira a flores, mesmo de noite. Na verdade, cheira a flores e a maresia. Não há discotecas, não há música aos gritos, no máximo, uns acordes de guitarras de rua, vindos de pequenos grupos de viajantes. Dorme-se cedo porque somos vencidos pelo cansaço da praia e do mar. Não há saltos altos, nem maquilhagem. A roupa é simples, chinelo no pé e muita vontade de estar em sossego. Um sonho de noite de Verão, em resumo.

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